FALTA DE RECURSOS AMEAÇA O PÓLO PETROQUÍMICO DO RJ

O Pólo Petroquímico do Rio de Janeiro está ameaçado por falta de recursos. Embora o presidente da PETROBRÁS, Luís Octávio da Mota Veiga, garanta que fará na data prevista a licitação para as obras de terraplanagem necessárias à montagem do complexo industrial de Itaguaí, técnicos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da própria PETROQUISA-- subsidiária da PETROBRÁS-- admitem que o projeto corre perigo já que os recursos disponíveis não são suficientes, sequer, para o início dos trabalhos de infra-estrutura. Desde a decretação do Plano Collor o Banco Central mantém bloqueados os US$30 milhões que a Petro-Rio-- empresa criada para coordenar o pólo-- utilizaria para os serviços básicos de preparação da área, seguindo os estudos realizados pela empresa Engevix. Além deste problema, a própria PETROQUISA ainda não liberou os US$6 milhões que seriam utilizados na montagem do pólo, o mesmo ocorrendo com o BNDES que até agora não deu sinal verde para a utilização no projeto de outros US$5,5 milhões (JB).