A crise do golfo Pérsico e suas consequências no abastecimento de
31967 petróleo no Brasil poderão ser um fator a mais de complicação na
31967 campanha salarial dos petroleiros, segundo avaliações dos dirigentes sindicais da categoria. "Os petroleiros forma com os bancários o núcleo principal da data-base de setembro e iniciam as campanhas salariais do segundo semestre". Será a campanha mais difícil dos últimos cinco anos, afirma o presidente do Sindicato dos Petroleiros de Cubatão (SP), Geraldo Silvino de Oliveira. Para ele, "o endurecimento do governo nas negociações com os metalúrgicos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) sinaliza as dificuldades que a categoria vai enfrentar". Com uma pauta de reivindicações que inclui 279% de reposição salarial e reintegração de 800 trabalhadores demitidos em junho, os 19 sindicatos que representam os 55 mil petroleiros do país têm negociações com a PETROBRÁS previstas para os próximos dias 21, 22, 23 e 24 e já marcaram para quatro de setembro a data indicativa de greve. Os bancários, por sua vez, reivindicam reposição salarial de 288% (FSP).