METALÚRGICOS DA CSN RETORNAM AO TRABALHO

Os metalúrgicos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), de Volta Redonda (RJ), decidiram ontem, em assembléia, encerrar a greve que durou 31 dias. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Vagner Barcelos, considerou uma "vitória" o reajuste salarial escalonado e a redução do prazo para o pagamento dos atrasados, duas das principais reivindicações da categoria. Pela decisão do TST (Tribuna Superior do Trabalho), os metalúrgicos irão ter um reajuste escalonado que vai variar de 105% para os menores salários-- atualmente Cr$11 mil-- até 3%, para os maiores. Os metalúrgicos vão receber também o pagamento dos atrasados, pela decisão do TST, conforme variações de padrões: de 20 a 31 (entre Cr$11 mil a 19 mil), pagamento em cinco meses; de 32 a 41 (Cr$20 mil a 31 mil), em oito meses; e do 42 em diante, em 12 parcelas. Segundo Barcelos, os 2,5 mil metalúrgicos da Fábrica de Estruturas Metálicas (FEM), uma subsidiária da CSN, também irão receber os mesmos percentuais. A CSN calcula que a greve resultou em perda de faturamento da ordem de US$165 milhões (Cr$13,2 bilhões) e prejuízos com a falta de produção de US$45 milhões (Cr$3,6 bilhões) (FSP).