A Polícia Federal matou a tiros, ontem, no Rio de Janeiro, Mauro Luís Gonçalves de Oliveira, o "Maurinho Branco", identificado como o chefe da quadrilha que sequestrou no dia seis de junho o empresário Roberto Medina. A versão da polícia é de que houve "troca de tiros". Outras testemunhas disseram que a ação dos agentes foi muito rápida e "Maurinho" não teve tempo de reagir. Uma equipe de agentes federais recebera ordem de encontrar "Maurinho Branco" morto ou vivo, depois que chegaram ao conhecimento da polícia informes de que ele estava planejando o sequestro de um dos dois filhos do presidente Fernando Collor, que moram no Rio com a mãe. A polícia soube que "Maurinho" pretendia usar o sequestro para negociar a libertação de chefes da organização criminosa "Comando Vermelho", presos na penitenciária Bangu 1, no Rio de Janeiro. Este foi o terceiro caso de morte de pessoas envolvidas com o sequestro do empresário Roberto Medina. O primeiro foi o de Alberto Salustiano Borges, o "Chocolate", identificado como um dos sequestradores, que teria se suicidado em Bangu 1 no dia 26 de julho. Cinco dias depois, foi assassinado Miguel Jorge, o "Miguelão", suspeito de ligações com a quadrilha de Maurinho Branco (JB).