O sucesso da nova política industrial deflagrada pelo governo para abrir
31824 e modernizar a economia brasileira vai depender, em última instância, de
31824 um acerto com os bancos credores da dívida externa e consequente retomada
31824 do pagamento dos juros em atraso. Essa avaliação é consenso entre diretores de grandes bancos credores que, embora "reiterem o interesse das instituições que dirigem em continuar a investir no país", alertam que fica cada dia mais difícil convencer investidores estrangeiros a
31824 aplicarem recursos em um país que não paga os juros da dívida externa e
31824 impede empresas estrangeiras de remeterem divisas para as matrizes. Para o presidente do Citibank, John Reed, maior credor da dívida externa brasileira, "não existe a menor possibilidade dos bancos estrangeiros voltarem a fazer empréstimos ao Brasil antes que o pagamento dos juros atrasados seja retomado ou renegociado" (O Globo).