A campanha eleitoral nos estados deve coincidir com a eclosão de greves
31821 em algumas das principais categorias de trabalhadores do país. Essa possibilidade é prevista pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Conforme levantamento do Departamento de Inteligência (DI) da SAE, as reivindicações salariais tendem a provocar, em agosto e setembro, paralisações em vários setores essenciais, como bancos, portos e aeroportos. O DI mantém um sistema de acompanhamento de greves semelhante ao existente no Ministério do Trabalho e Previdência Social. Os dados têm origem nas Delegacias Regionais do Trabalho, sindicatos, empresas, órgãos policiais e notícias da imprensa. Essas informações são entregues pelo diretor do DI, Flávio Rodrigues Duarte, ao secretário da SAE, Pedro Paulo Leoni Ramos, que as repassa ao presidente Fernando Collor em despachos diários (FSP).