ROMBO NO BANERJ ATINGE US$1,6 BILHÃO

Operações irregulares de empréstimos com documentos falsos, negociatas com imóveis e adiantamentos à prefeitura do Rio de Janeiro e ao governo do estado, a título de antecipação de receitas, são algumas das causas do "rombo" de US$1,6 bilhão deixado pelos administradores do BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro) durante o governo de Leonel Brizola (PDT). Os responsáveis estão sendo processados pela Procuradoria Geral do Estado, que moveu 22 ações contra eles em diversas Varas de Fazenda Pública e pediu o bloqueio de seus bens. Os princípios fundamentais de cautela na concessão de financiamentos foram substituídos por critérios de natureza política, segundo ficou constatado em auditoria realizada em 1987 pelo Banco Central (O Globo).