Em telex reservado encaminhado no dia 12 de julho ao ministro da Justiça, Bernardo Cabral, o chanceler Francisco Rezek, informa que o Brasil voltou a ser acusado na ONU (Organização das Nações Unidas) como responsável pela ameaça de genocídio dos índios Yanomanis, e que o Itamaraty não tem argumentos para defender o país da acusação. "As informações recebidas pelo Itamaraty não têm sido suficientes para afastar as alegações de violação dos direitos humanos", afirma o telex. A acusação foi dirigida ao presidente da ONU, Javier Perez de Cuellar, pela Junta Diretora da Associação Para os Povos Ameaçados, da Áustria (FSP).