Entre as mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais no Estado de São Paulo, mais da metade está com problemas de saúde por uso incorreto do produto. A conclusão é do secretário estadual de Saúde de São Paulo, José Aristodemo Pinotti, e foi baseada em uma coleta de dados feita em agosto de 1989 com 712.053 mulheres, durante a vacinação contra a poliomielite. Das mulheres consultadas, 35,42% tomam pílulas anticoncepcionais. Segundo o secretário, apenas 15% delas "poderiam usar a pílula sem riscos". Outra conclusão da pesquisa é o grande número de mulheres que usam algum método de controle de natalidade: 73,16%. Pinotti disse que esse número "é muito elevado ao se comparar ao registrado em outros países". "Constatamos também que 35% das mulheres que usam um método anticoncepcional estão esterilizadas através da ligação das trompas", informou (FSP).