TRABALHADORES DA FORD RETORNAM AO TRABALHO

Os 900 operários do setor de ferramentaria e manutenção da Ford de São Bernardo do Campo (SP) terminaram a greve, que durou 50 dias e resultou em três "quebra-quebras" e no fechamento da fábrica por falta de condições de funcionamento. Os trabalhadores nada ganharam além do que a empresa oferecera há três semanas: 15% de aumento, estendidos a todos os funcionários da Autolatina ("holding" da Ford e Volkswagen), além de reajuste de 59,11% sobre o salário de junho. Como propôs anteriormente, a Ford só readmitirá 80 dos 100 demitidos durante a greve e oito dos 10 integrantes da comissão de fábrica. "A volta ocorre simplesmente por vontade dos trabalhadores", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Vicente Paulo da Silva. Cerca de 300 dos 900 grevistas participaram da assembléia que encerrou o movimento (JB) (FSP).