A OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) elevou de US$18 para US$21 o preço mínimo de referência do barril de petróleo, inalterado desde 1986. O cartel decidiu também fixar a produção em 22,5 milhões de barris diários até o final do ano. O Iraque exigira piso de US$25, mas a Arábia Saudita e a Venezuela acharam o valor exagerado, advertindo que os grandes compradores poderiam conter o consumo e acelerar programas energéticos alternativos. O ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, acredita que o novo preço não se sustentará, "pois o mercado está saturado de petróleo". Com o novo preço do barril, os gastos do Brasil com importação de petróleo poderão ampliar-se em US$450 milhões, de agosto a dezembro deste ano (JB) (GM).