O presidente em exercício da CNI (Confederação Nacional das Indústria), Mário Amato, apresentou ontem, em Brasília, à ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, e ao diretor de Política Industrial, Paulo Velloso Lucas, um conjunto de observações feitas pelo empresariado nacional sobre a nova política industrial. A partir de uma pesquisa feita junto a 550 empresários de diversos estados, a CNI formulou um documento questionando a nova política industrial nos seguintes aspectos: os instrumentos que serão utilizados pelo governo para financiar a modernização industrial, as medidas de estímulo aos setores tecnológicos emergentes, a política oficial para o complexo eletrônico, parâmetros para revisão da estrutura portuária do país para tornar mais competitiva a indústria nacional e sobre política de administração das tarifas de importações e exportações compatíveis. O presidente da CNI disse que "o novo projeto de política industrial não pode pôr em risco o que foi construído à custa de enormes sacrifícios pelo setor empresarial, para tornar o país um parque industrial moderno, diversificado e competitivo". A ministra da Economia afirmou que "é preciso uma capacitação tecnológica, ampliar os investimentos no setor tecnológico sem que haja participação paternalista do governo". A CNI propôs a criação de um fórum de consulta empresarial para a implementação da nova política industrial e de comércio exterior (GM) (JC).