A GREVE NA COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL

A greve dos 22 mil metalúrgicos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), em Volta Redonda (RJ), entra hoje no seu 17o. dia. Ela se iguala, em duração, ao movimento de 1988, quando três operários foram mortos por tropas do Exército. Os líderes do movimento anunciaram que agora só negociam direto com o governo federal. "Vamos concentrar esforços para ir direto ao presidente Collor", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Wagner Barcelos. O presidente Fernando Collor, por sua vez, só se debruça sobre o caso quando recebe, pela manhã, o resumo diário dos jornais ou escuta os relatórios feitos pelo ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva. O ministro, no entanto, passa para cima o que recolhe da diretoria da empresa. E ambos, por enquanto, acham que o problema pertence ao presidente da CSN, Roberto Procópio Lima Neto, e não a República (JB).