O presidente em exercício da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, disse ontem que a participação dos trabalhadores nos lucros das empresas deve ser negociada caso a caso. Há 40 projetos sobre o assunto tramitando no Congresso Nacional e o presidente Fernando Collor pediu a elaboração de mais um projeto de lei, regulamentando a questão, que é prevista na Constituição. Para Mário Amato, "a participação nos lucros das empresas deve ser feita com muito cuidado e muito diálogo". "Não adianta, por exemplo, estabelecer que uma empresa, com cinco mil empregados e lucros pequenos, terá de dividir 10% desse lucro com os funcionários". "Nesse caso, cada empregado receberá um bombom de participação nos lucros", disse Amato. Ele defendeu também a livre negociação de salários entre empresas e trabalhadores, argumentando que foi este o caminho seguido por muitos países, como a Itália, que abandonaram a indexação durante o processo de modernização de suas economias (FSP) (GM).