ABONO SERÁ NO MÁXIMO DE UM SALÁRIO-MÍNIMO

O governo já acertou a fórmula, mas não determinou ainda nem o valor nem o alcance do abono salarial que será aplicado em agosto. Em vez de duas parcelas de 6% aos trabalhadores que ganham até três salários-mínimos, como fora anunciado esta semana, chegou-se à decisão de que o abono será dado de uma vez só e com um valor único. A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, pretende que ele não ultrapasse um salário-mínimo (Cr$4.904,76) e valha só para quem ganha até cinco mínimos. O ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, defende um abono de um salário-mínimo e que seja concedido a todos os trabalhadores. Servidores públicos civis e militares serão excluídos. Dessa forma, o governo estará definindo, também, os termos da medida provisória que vai editar em substituição à de número 193, que fixou as regras de recomposição salarial e cujo prazo de vigência expira hoje (JB) (GM).