O presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, determinou ontem que a instituição não mais forneça dólares para o pagamento de resgates de sequestrados, decisão tomada após uma semana de entendimentos com o ministro da Justiça, Bernardo Cabral, cuja posição era favorável à medida. A decisão de Eris está legalmente amparada por um voto do Conselho Monetário Nacional (CMN), que outorgou ao BC competência para decidir sobre a venda de dólares para atender a sequestradores. O Banco Central autorizou a venda de dólares em quatro oportunidades. A primeira, para o resgate do então vice-presidente do Bradesco, Beltrand Martinez, ocorrido em São Paulo. A segunda vez, também em São Paulo, quando do sequestro do publicitário Luis Salles. A terceira, em Goiás, para o resgate do empresário Odilon Santos. Finalmente, este ano, para que o também publicitário Roberto Medina fosse libertado. O BC forneceu US$4 milhões para o resgate de Martinez e US$2,5 milhões para o de Medina (JC).