O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ), Vagner Barcelos, afirmou que a greve iniciada há 11 dias na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) pode se prolongar até o dissídio coletivo da categoria, previsto para agosto. Segundo ele, isso ocorrerá a menos que o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que se reúne no próximo dia 25, decida convocar uma equipe de emergência para julgar as reivindicações salariais dos trabalhadores. Segundo Barcelos, o que estará sendo julgado é o dissídio. Os 166% inicialmente reivindicados pelos metalúrgicos foram reduzidos para 80%, mais o pagamento dos atrasados, depois que o acordo para o pagamento foi negado pelo tribunal. A contraproposta da presidência da CSN, de conceder 17,03% agora, mais o pagamento da dívida, beneficiando inicialmente os salários mais baixos, foi rejeitada pela diretoria do sindicato. Com o impasse, os 22 mil empregados da empresa deixam de receber o salário de julho. O prejuízo acumulado com a paralisação ultrapassa os US$50 milhões (cerca de Cr$4,5 bilhões pelo câmbio paralelo) (FSP).