ZÉLIA DIZ QUE SUPERÁVIT IRÁ ALÉM DE 1,22%

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, disse ontem em Roma (Itália) que o superávit das contas públicas do governo será ainda maior do que a previsão inicial de 1,22%-- mas não quis antecipar cifras. A ministra encontrou-se com os ministros italianos do Tesouro, Guido Carli, e da Agricultura, Calogero Manino. Zélia encerrou aparentemente com êxito sua primeira missão oficial à Europa. Guido Carli prometeu à ministra apoiar o programa econômico que o governo Collor submeterá ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao Clube de Paris. O presidente do Instituto de Reconstrução Industrial da Itália, Franco Nobili, também prometeu à ministra apoio financeiro ao programa brasileiro de privatização. Em Washington (EUA), o secretário de Política Econômica, Antônio Kandir, disse que o FMI também continua apoiando o plano brasileiro de renegociação da dívida. Segundo ele, tanto o Departamento do Tesouro norte-americano quanto o Fundo vão negociar novos empréstimos ao Brasil independentemente de o país realizar um pagamento simbólico aos bancos credores privados. Antônio Kandir disse que a posição do diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus (com quem encontrou-se ontem), abriu as portas para que o Brasil receba um empréstimo "stand-by" do Fundo até o final do ano. A operação deve mover cerca de US$1,5 bilhão a serem desembolsados, provavelmente, em 18 meses (JB) (FSP) (O Globo).