A CUT (Central Única dos Trabalhadores) assinou ontem, no Rio de Janeiro, três acordos de cooperação com instituições de pesquisa, dos quais um com a COPPE (Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Acertado com o Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Relações de Trabalho (GPTRT), surgido em 1989 na COPPE, o convênio se centrará no estudo do impacto das novas tecnologias na organização sindical. Os outros dois acordos, que formalizam relações já existentes, envolvem o IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e a FASE (Federação de Órgãos de Assistência Social e Educacional), dois organismos não-governamentais. Os objetivos gerais do convênio CUT/COPPE abrangem os temas novas tecnologias, condições de trabalho, ergonomia e meio ambiente. No capítulo de novas tecnologias serão estudadas a introdução de equipamentos, as mudanças organizacionais trazidas pelas inovações tecnológicas e a possibilidade de utilização de tecnologias alternativas. O objetivo do acordo é ampliar a eficácia da resposta sindical à modernização da indústria, do ponto de vista da CUT, e o conhecimento sobre a organização fabril, do ponto de vista da COPPE. Para este ano estão previstos quatro seminários regionais em conjunto com a Comissão Nacional de Tecnologia e Automação da CUT, cursos sobre automação e organização do trabalho no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, publicação conjunta com o IBASE dos resultados da pesquisa no setor metalmecânico do Rio e o início de levantamento de dados no setor bancário (GM).