SINDICATO E DIREÇÃO DA CSN NÃO FECHAM ACORDO

A direção da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) exigiu ontem durante reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ) a assinatura de um protocolo estabelecendo critérios de comportamento para futuras greves. O protocolo, entre outras coisas, determina que a greve só pode ser decretada após sete dias em estado de greve, proíbe piquetes e ocupação. Nas seis horas e meia de reunião, a CSN não apresentou contrapropostas econômicas. A greve dos metalúrgicos da CSN entra hoje no seu nono dia. No Rio de Janeiro, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, disse que a decisão da diretoria da CSN de abafar o alto- forno no. 3 faz parte de uma estratégia do governo para provocar a falência e acelerar o processo de privatização da empresa. Para Meneghelli, o abafamento do alto-forno foi desnecessário e tem também o objetivo de "creditar a culpa ao Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda, caso ocorra qualquer avaria no equipamento". O presidente da CUT disse estar disposto a pedir uma audiência com o presidente Fernando Collor para explicar a ele toda a situação da CSN (FSP) (O Dia).