BC AMEAÇA AGENTES QUE RECUSARAM CPS

O presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, informou que a instituição vai instaurar inquérito administrativo para apurar as razões que levaram alguns agentes do mercado a não participar da primeira emissão dos certificados de privatização, realizada ontem. Segundo Ibrahim, o governo irá à Justiça contestar todas as ações, "até a última instância", que asseguraram a algumas instituições não comprar os CPs. Na emissão de ontem, a expectativa do governo era arrecadar Cr$25 bilhões. Como a compra pode ser paga com cheques administrativos-- no caso de agentes sem reservas no BC, como corretoras e fundos de pensão--, o balanço das vendas somente será conhecido hoje ou amanhã. Eris insistiu na obrigatoriedade da compra dos títulos, "definida em lei", embora houvesse reconhecido que as instituições que ganharam ações na Justiça tinham o direito de não participar do lançamento de CPs de ontem. O presidente do BC informou que o governo ainda não definiu como conduzirá as ações na Justiça-- a Corretora Fidúcia, do Rio de Janeiro, há uma semana, ganhou liminar isentando-a da obrigatoriedade de comprar os certificados. A maior resistência, entretanto, é das entidades de previdência fechada, os chamados fundos de pensão (JC).