CRESCE O NÚMERO DE GREVES NO PAÍS

O volume de jornadas paradas em razão da deflagração de greves aumentou 140,07% de maio para junho de 1990, segundo dados preliminares do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Em relação a abril deste ano, a elevação foi de 982,02%. O rápido crescimento dos conflitos trabalhistas é atribuído principalmente à questão salarial: sobe o número de categorias que recorrem à paralisação para conseguir a reposição de perdas salariais causadas pela inflação posterior ao Plano Collor. De acordo com os dados. Em abril foram apuradas 2.267.878 jornadas paradas. Em maio, 10.221.700 e em junho, 24.538.872. O número de greves, que ficou em 105 em abril e em 214 em maio, saltou para 330 em junho. O contingente paralisado passou de 224.085 trabalhadores em abril e 1.008.079 em maio para 1.574.828 em junho. De acordo com os dados preliminares, os dias parados saltaram, nos últimos três meses, de 1.018 para 1.812 e depois 3.985. Foram registradas em junho nove greves nacionais, 72 estaduais, 231 municipais e 18 em mais de um município. Os trabalhadores de educação e cultura lideraram as greves com 8.884.270 jornadas paradas, seguidos pelos assalariados da indústria (7.901.253) (FSP).