DIMINUEM AS CONDIÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA DOS ÍNDIOS

Um estudo realizado pela Associação Indígena Kaguateca Marçal de Souza, de Campo Grande (MS), conclui que as comunidades indígenas do país têm cada vez menos condições de sobreviver no Brasil. Segundo a pesquisa, as nações indígenas brasileiras, que na época do descobrimento somavam cinco milhões de habitantes, estão reduzidas hoje a 220 mil. Desses, 25 mil são sul-matogrossenses, vivendo em condições precárias de saúde e habitação em centros urbanos e rurais ou nas 36 pequenas aldeias das seis nações existentes no estado-- Terena, Caiuá, Kadiweu, Guarani, Ophayé- Xavante e Quató. De acordo com um dos diretores da associação, o índio Caiuá Eduardo Barbosa Pereira, o êxodo dos indígenas de Mato Grosso do Sul, a segunda maior comunidade do país, está diretamente relacionado à ampliação das terras de pastagens e ao cultivo de soja e cana no estado. Segundo a pesquisa, 78,5% dos índios entrevistados não falam mais a língua nativa, 86,2% das crianças não conhecem o idioma dos pais, 94,8% frequentam as religiões praticadas pelo homem branco e 49,2% moram em favelas (O ESP).