Cerca de quatro milhões de pessoas no Estado do Rio de Janeiro vivem em condições precárias, em favelas ou loteamentos irregulares. Destas, quase dois milhões estão na cidade do Rio de Janeiro. No primeiro Encontro Estadual para a Unificação dos Movimentos de Moradia, patrocinado pela FAMERJ (Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro), ontem, na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), representantes de 150 associações de moradores, de ocupações, favelas e loteamentos, concluíram que para melhorar este quadro é necessário a participação popular na elaboração da política habitacional, seja ela a nível municipal, estadual ou federal. Em documentos que serão entregues às prefeituras fluminenses e ao governo do estado, em agosto, eles vão propor que o estado aumente em 1,5% a taxa do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para que seja aplicado na habitação, e que as prefeituras passem a gerenciar o assentamento. No final de agosto, uma Caravana Nacional da Moradia irá a Brasília pedir ao governo federal que libere uma parte maior do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para os estados aplicarem na construção de casas populares. Atualmente, do Rio de Janeiro apenas 8% do que é arrecadado pelo FGTS voltam para o estado (O Dia).