GOVERNO ESTUDA CONCESSÃO DE ABONO

O governo estuda a concessão de abono salarial para os trabalhadores que recebem até três mínimos (Cr$11,5 mil). O objetivo é reduzir o prejuízo político do veto do presidente Fernando Collor de Mello ao projeto de lei salarial aprovado pelo Congresso. O ministro da Justiça, Bernardo Cabral, admitiu que o governo foi "atropelado" pela votação no Senado. Os estudos oficiais prevêem que o abono deve variar entre 5% e 10%. Incidiria sobre os salários de julho e agosto. A idéia é incluí-lo no texto da medida provisória 193, que regula a reposição de perdas nos dissídios e proíbe mais de dois aumentos por ano. A MP 193 deve ser reeditada com outro número no dia 26. O governo pode baixar MP desvinculando do salário-mínimo as aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social (FSP).