O governo aceita dar abono a quem ganha até três salários-mínimos, sempre que a inflação mensal atingir 5%. Em troca, o Congresso Nacional desistiria do reajuste automático para a faixa de até cinco mínimos, previsto no projeto que será votado hoje pela manhã no Senado Federal. A proposta foi anunciada pelos senadores Ney Maranhão (PRN/PE) e Odacir Soares, vice-líder do PFL, ao deixarem o gabinete do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Antônio Kandir. Na sessão de ontem, uma manobra do senador Ney Maranhão-- que convenceu sete senadores a não aparecerem no plenário-- impediu que o projeto de lei salarial, já aprovado na Câmara dos Deputados, passasse também no Senado. A votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) está prevista para a tarde, mas a oposição promete manter a obstrução iniciada na semana passada se, na sessão matutina, o Senado não votar a lei salarial (JB).