O presidente da Associação Brasileira de Carvão Vegetal (Abracave), Marco Aurélio Andrade Corrêa Machado, desmentiu ontem, em Belo Horizonte (MG), que o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) tenha fechado 20 usinas de ferro-gusa em Minas Gerais, por excessivo consumo de carvão vegetal originado de matas nativas. O anúncio do fechamento havia sido feito em 22 de maio pela própria presidente do IBAMA, Tânia Munhoz. "O IBAMA só fechou uma que, na verdade, já estava fechada há um ano", disse Machado. O anúncio da punição das 20 guseiras fora feito baseado no não cumprimento por parte das empresas do Programa Integrado Floresta-Indústria (Pifi). O programa estipula que, em 1989, as indústrias consumidoras de carvão vegetal deveriam atingir um auto- abastecimento mínimo de 40% em áreas reflorestadas. Machado, que classificou a legislação de Irreal e com exigências descabidas, porque o país não tem florestas plantadas para ser atendida", disse que as usinas tiveram 15 dias de prazo para desligarem os altos-fornos, mas "apresentaram programas mentirosos e o governo aceitou como verdade, sem fiscalizar" (JB).