A lista de 463 empresas que, pela portaria 322 do Ministério da Economia ficaram obrigadas a remeter informações mensais sobre preços de compra e de venda, poderá ser alterada ao longo do tempo, para entrada (ou saída) de outros grupos. A informação é do coordenador de preços industriais do DAP (Departamento de Abastecimento e Preços), Benedito Adeodato. A portaria causou reflexos nas empresas. O presidente da Edisa, do grupo Iochpe, única empresa nacional de computadores a constar do listão, Flávio Sehn, considerou "estranho" que um governo que prega a economia de mercado faça esse tipo de exigência. O diretor financeiro da Hering, Abramo Moser, disse que o governo tem condições de acompanhar os preços do setor têxtil sem praticar qualquer tipo de monitoramento, bastando para isso acompanhar as cotações internacionais das matérias-primas. A portaria não chegou a ser considerada extraordinária pela White Martins. "Sempre estivemos controlados pelo CIP (Conselho Interministerial de Preços), apresentando planilhas", disse o diretor jurídico da empresa, Júlio Cassano (JB).