Para enfrentar a crise econômica, as escolas católicas do país pretendem conseguir subsídios de 100% dos governos federal e estadual para funcionar. O caminho encontrado é sua transformação em escolas comunitárias, que têm subsídio garantido pela Constituição. Segundo o padre jesuíta Guy Ruffier, presidente da Associação de Educação Católica (AEC), com a mudança as escolas católicas se tornarão públicas, isentas da cobrança de mensalidades. Apesar do subsídio, ele quer garantir a não-interferência estatal na gestão das escolas. Outra intenção da AEC é modificar o perfil de seus alunos. "Estamos contrariando nossa vocação cristã, atendendo apenas aos estudantes de elite", afirma Ruffier. Ele diz que as escolas comunitárias irão atender predominantemente crianças de classes menos favorecidas. "Quem quiser continuar na escola pode, mas nossos atuais alunos vão acabar indo para a iniciativa privada", afirma (FSP).