O diretor do Departamento Jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Daniel Sahagoff, afirmou ontem que o governo extrapolou as suas funções com a portaria no. 322. Através desse regulamento, o Ministério da Economia exigiu que 463 empresas de diversos setores produtivos dêem informações sobre suas atividades ao Departamento de Abastecimento e Preços (DAP). As informações vão desde os custos de matérias-primas até taxas de juros e prazos de pagamento. Segundo Sahagoff, os anexos da portaria solicitam uma "quantidade excessiva" de informações, algumas delas de caráter confidencial, como a participação no mercado da empresa. O diretor da FIESP afirmou que a atual Constituição só admite Interferências" dessa natureza em "casos excepcionais". "Tenho certeza de que o governo vai rever sua posição e pedir um número menor de dados", disse (FSP).