EX-MINISTRO ESTÁ ENVOLVIDO NO CASO PORTOBRÁS

O escândalo da PORTOBRÁS-- um rombo de Cr$1,8 bilhão-- não envolve apenas empreiteiras, construtoras e ex-funcionários da estatal. Segundo um documento enviado à equipe de auditores pelo presidente da Companhia Docas do Maranhão, Washington de Oliveira Viegas, o próprio ex-ministro dos Transportes, José Reinaldo Tavares, autorizou pessoalmente a realização de duas obras no Maranhão sem cobertura orçamentária. Ontem, o secretário de Administração João Santana, solicitou a substituição da equipe de auditores, momentos antes dela entregar ao delegado Romeu Tuma as primeiras denúncias. A determinação do ex-ministro para a construção do atracadouro e recuperação da Praia Leste em São José de Ribamar e de um cais petroleiro no Porto de Itaqui, sem os recursos orçamentários, deixa de herança para o governo Collor uma dívida de Cr$190,4 milhões-- cerca de US$3,1 milhões. O débito da Companhia Docas do Maranhão com as empresas está dividido da seguinte forma: construção do cais petroleiro: Cr$184,1 milhões com a Serveng-Civilsan e Cr$3,1 milhões com o consórcio Civilport/Planave e obras em São José de Ribamar: Cr$2 milhões com a Serveng-Civilsan e Cr$1,097 milhão com a Cobraulica (O ESP).