O grupo de trabalho encarregado de rever o programa nuclear brasileiro vai defender, junto ao presidente Fernando Collor, o investimento de cerca de US$2 bilhões (Cr$172 bilhões no câmbio paralelo) somente em projetos militares e a privatização de várias atividades da área nuclear. As propostas constam de um relatório preliminar do grupo, que prevê ainda a conclusão de Angra 2 em 1996 e de Angra 3 no ano 2000. Associações civis das áreas energéticas e científica consideram as propostas um sinal de que o governo dará prioridade ao programa paralelo desenvolvido pelas Forças Armadas, em detrimento dos projetos civis. Amanhã, o grupo de trabalho se reúne em Brasília para elaborar o relatório final a ser entregue ao presidente Fernando Collor (FSP).