Uma auditoria realizada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) revelou um rombo de NCz$258,1 milhões (cerca de Cr$7,7 bilhões) nas contas da FAE (Fundação de Assistência ao Estudante) em 1989. O relatório do TCU aponta várias irregularidades na FAE, entre elas estão a dispensa irregular de licitação para compra de alimentos, pagamento adiantado aos fornecedores, convênio irregular com a SAB (Sociedade de Abastecimento de Brasília) e compra excessiva de produtos formulados, mais caros e de menor valor nutritivo, em detrimento de alimentos básicos. A auditoria constatou ainda que um dirigente e um funcionário de duas empresas ligadas ao caso foram nomeados para cargos de controle de programas de alimentação no governo Collor. Flora Lys Spolidoro, diretora de Programas Nutricionais da Nutrimental S/A, foi nomeada secretária nacional de Promoção Social do Ministério da Ação Social. Marcos de Carvalho Candau, da Nutrícia S/A, que negociava com o governo em nome da empresa, recebeu o cargo de presidente do INAN (Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição). A Nutrimental e a Nutrícia são duas das principais fornecedoras de alimentos industrializados (formulados) para a FAE. A auditoria foi feita a pedido do deputado federal Luís Gushiken (PT/SP) (FSP).