A ABICOMP E A POLÍTICA DE INFORMÁTICA

A indústria de informática ainda não digeriu por completo as novas
31129 medidas do governo para o setor, mesmo porque até agora tudo se limita à
31129 declaração de intenções. A afirmação é do diretor-executivo da ABICOMP (Associação Brasileira da Indústria de Computadores e Periféricos), Arthur Pereira Nunes. Ele concorda com a intenção do governo de usar a base tarifária como mecanismo de proteção. Mas alerta que a transição para a abertura de mercado deve ser feita com critérios e prazos adequados, para não destruir uma indústria que faturou US$5,1 bilhões no ano passado. Deste total, US$3,6 bilhões foram gerados por 300 empresas nacionais (70% do total), que empregam cerca de 60 mil pessoas, 18 mil delas de nível superior. O balanço divulgado pela entidade, ao fim de 1989, previa crescimento de 25% no faturamento do setor, durante o exercício atual, mas a realidade após o Plano Collor é outra. Dados da ABICOMP, deste mês, mostram que as empresas operam com apenas 55% da capacidade. "E embora haja uma recuperação, ela é lenta", diz o diretor- executivo da ABICOMP (O Globo).