Adiar o término das obras da usina de Angra II para 1986 e de Angra III para 1990/2000; não destinar verbas para as duas usinas; extinguir a Fábrica de Elementos de Separação (FES); e destinar cerca de US$2 bilhões para os projetos do programa nuclear paralelo em desenvolvimento pelas Forças Armadas e coordenado pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Estas são as principais sugestões que constam do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho encarregado de estudar a situação atual do Programa Nuclear Brasileiro, entregue, no último dia 27, à Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nove entidades de classe, como o Clube de Engenharia e o Sindicato dos Economistas, encaminharam telex ao presidente Fernando Collor e à Secretaria de Assuntos Estratégicos, no qual discordam com as conclusões do Grupo de Trabalho por considerarem que está sendo dada prioridade às atividades desenvolvidas pelos institutos militares de pesquisa nuclear. As entidades enfatizam que a coordenação da pesquisa e do desenvolvimento nuclear do país deve ficar efetivamente sob controle civil (O Globo).