O operador de câmbio, empresário Isaac Schinazzi, de 30 anos, sócio de seu pai, Sami Schinazzi, na Sky Turismo e na Operadora de Câmbio e Títulos Mobiliários Sambolsa, foi sequestrado às 20h e 30m do último dia 28, no Rio de Janeiro, no elevado Paulo de Frontin, por seis homens armados de revólveres e metralhadoras que usaram dois carros na operação. Schinazzi foi retirado de seu carro, no qual trafegava em companhia de um amigo, o também empresário da área cambial João Guilherme Manhães, sequestrado junto com ele, e do segurança Valdeir Guilherme de Jesus. Valdeir reagiu, foi baleado e levado, mesmo ferido, pelos sequestradores, que o abandonaram minutos depois na Avenida Franscisco Bicalho, em frente a Leopoldina. A operação dos sequestradores foi presenciada por vários motoristas que se dirigiam para a zona sul na pista em que ocorreu o sequestro e pelos que seguiam para a zona norte e centro, na pista em sentido contrário. Uma falha no muro que separa as duas pistas permitiu que o bando conseguisse retornar, paralisando o trânsito e fugindo em direção à zona norte, pelas avenidas Francisco Bicalho e Brasil. O primeiro contato dos bandidos com a família de Schinazzi, que mora no Leblon, teria sido feito uma hora depois do sequestro. Informações da Polícia, que ainda não foram confirmadas, indicam que os criminosos teriam pedido US$8 milhões pelo resgate dos dois empresários. Os policiais que investigam o caso suspeitam de que o grupo que sequestrou Schinazzi e seu amigo seja o mesmo que, no dia 6 de junho, sequestrou o empresário Roberto Medina e que tem como principal líder o assaltante Mauro Gonçalves de Oliveira, o "Maurinho Branco". Várias investigações estão sendo feitas, nas quais se inclui uma operação chamada "Pára Pedro", destinada a verificar todos os carros que trafegam no Rio (JC).