Os empresários temem que os segmentos industriais menos organizados da
31073 economia brasileira possam ser sacrificados com a liberação das
31073 importações. Representantes de federações das indústrias de 20 estados mostraram ontem essa preocupação durante reunião na CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília. A participação dos empresários na regulamentação das importações se dará por setor, através dos Grupos Executivos de Política Setorial (Geps), onde apenas os segmentos fortes conseguirão definir instrumentos de proteção contra a concorrência dos importadores, de acordo com a avaliação dos participantes do encontro. O presidente interino da CNI, Mário Amato, disse que nenhum segmento industrial se manifestou contrário à liberação de importações. Ele defendeu, porém, uma legislação eficaz para se evitar a prática de dumping (preços menores que o custo efetivo de produção). O presidente da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Eletro- Eletrônica), Paulo Vellinho, disse que a nova política industrial incomada mas é saudável. Segundo ele, o empresariado "foi criado" sob uma proteção "muito grande" que gerou o "mau hábito" de não perseguir a produtividade. "Pela primeira vez, vamos ter um desafio permanente de busca de produtividade", declarou (FSP).