TST ADIA O DISSÍDIO DOS FERROVIÁRIOS

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adiou ontem para o início de agosto o dissídio coletivo dos ferroviários. Se examinasse o pedido de reposição de 166,89% feito pelos ferroviários da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A), o TST seria obrigado a se posicionar sobre a legalidade das medidas salariais do Plano Collor. O adiamento foi decidido por consenso entre os oito ministros presentes, a pedido do procurador da Justiça do Trabalho, Octávio Brito Lopes. Ele argumentou que o TST não podia julgar separadamente o dissídio coletivo de uma parte dos ferroviários, liderada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), quando tramitava no tribunal outro dissídio de ferroviários ligados à CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores). Apesar dos argumentos do advogado dos ferroviários da CUT, Ulisses Rydel, de que as reivindicações são diferentes, os ministros do TST entenderam que a empresa faz parte de um sistema único de pessoal e salários (FSP).