ACORDO NUCLEAR COM A ALEMANHA ACUMULA DÍVIDA DE US$7 BILHÕES

O acordo nuclear Brasil-Alemanha completa hoje 15 anos com uma dívida de US$7 bilhões (cerca de Cr$420 bilhões no câmbio flutuante), o cronograma de obras atrasado em pelo menos 14 anos e a decisão, anunciada pelo governo, de rever os contratos para construção de oito usinas. Somente de juros, o Brasil gasta por dia US$1 milhão (Cr$60 milhões) referentes a empréstimos para a construção das usinas de Angra 2 e 3, em Angra dos Reis (RJ). Prevista para entrar em funcionamento em 1980, Angra 2 não deve ficar pronta antes de 1994 e Angra 3 não passa de um buraco. De acordo com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), ainda serão necessários pelo menos mais US$2,55 bilhão para acabar as obras. Os contratos com a Alemanha previam uma participação gradual do Brasil na construção de oito usinas. Angra 2 seria feita com 35% de participação brasileira e Angra 3, com 45%. Somente a partir da construção da quarta usina o Brasil teria capacidade para construir usinas brasileiras com participação (cada vez menor) da Alemanha. Angra 1, a única que entrou em operação, não consta do acordo Brasil-Alemanha (FSP).