OSMARINO DENUNCIA À POLÍCIA QUEM QUER MATÁ-LO

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia (AC), Osmarino Amâncio Rodrigues, enviou ontem às autoridades policiais a lista de pessoas que tramam sua morte. O documento, de nove laudas, foi entregue ao superintendente da Polícia Federal do Acre, Luís Gonzaga Neto, e ao secretário de Segurança do estado, Carlos Alberto da Silva. Osmarino relata as informações que recebeu sobre o atentado que estariam armando contra ele, envolvendo policiais, fazendeiros, esquadrão da morte e políticos, como o candidato ao governo do estado, pelo Partido Liberal, deputado federal Rubens Branquinho. O líder seringueiro usou basicamente denúncias feitas pelos próprios policiais. A exceção foi a transcrição do depoimento de José Adalberto, ex-peão da Fazenda Paraná, propriedade de Darli Alves da Silva, acusado da morte de Chico Mendes. As outras pessoas citadas no documento são: Adalberto Aragão (ex-prefeito de Rio Branco), João Tezza (deputado estadual do PFL) e João Branco (ex- presidente local da UDR-- União Democrática Ruralista-- e ex-diretor do jornal "O Rio Branco" na época do assassinato de Chico Mendes). São citados também Gastão Mota (um ex-seringalista) e os pistoleiros conhecidos apenas por Adão (segurança de Aragão) e Damião, um policial civil. O documento será enviado, pelo correio, ao presidente Fernando Collor, ao ministro da Justiça, Bernardo Cabral, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Romeu Tuma (JB).