O governo recuou ontem em sua decisão de manter retidos por 18 meses os recursos depositados no Banco Central antes do dia 15 de março para remessas de lucros e dividendos e repatriamento de capital. Com isto, acabou com a isonomia, ou igualdade de tratamento, que vinha adotando em relação aos capitais nacional e estrangeiro, já que os investidores brasileiros continuarão com seus cruzados novos bloqueados até setembro do próximo ano. O diretor da área externa do BC, Antônio Carlos Sochaczewski, informou que estes depósitos, no total de US$1,8 bilhões, serão liberados entre julho e dezembro, sofrendo apenas correção cambial. A idéia inicial é de liberação em seis parcelas iguais, o que representaria a autorização de remessa de cerca de US$300 milhões por mês. O diretor garantiu que a medida foi adotada porque as reservas internacionais do país estão em níveis bastante satisfatórios, permitindo a alteração das regras anteriores. A decisão de liberar os depósitos a partir de julho foi tomada pela ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello (JB).