Mobilizar instituições médicas, entidades de proteção à mulher e à vida é o que pretendem conseguir os integrantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) para pressionar a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados a não conceder um parecer favorável ao projeto de lei de autoria do deputado Nélson Seixas que legaliza a esterilização feminina e masculina em todo o país. Caso receba parecer favorável, o projeto será encaminhado, no segundo semestre, para votação no plenário da Câmara. A representante do CFM para acompanhar a tramitação do projeto de lei, Ana Lipke, afirma que antes de se tentar legalizar a esterilização no país é preciso oferecer à população uma política decente de planejamento familiar, de saúde e de esclarecimento sobre os métodos anticoncepcionais alternativos. Segundo ela, atualmente 44,4% das mulheres brasileiras são esterelizadas, sendo a grande maioria delas pessoas de baixa renda (O Globo).