A empresa nordestina Cebrás de Produção e Exportação de Carvões Especiais pretende viabilizar sua entrada nos mercados brasileiro e internacional, através da oferta de um produto alternativo ao poluente carvão mineral: um carvão feito a partir do coco babaçu. A idéia da empresa, que está investindo US$2 milhões no projeto, é se valer da abundância do babaçu nos Estados do Maranhão e Piauí e aproveitar a recente aprovação de leis antipoluição pelo Congresso dos EUA para oferecer o "carvão nordestino" às indústrias dos EUA e da Europa. A nova lei norte-americana proíbe as indústrias de jogar no ar derivados de enxofre, originários do carvão mineral e de produtos e subprodutos de petróleo. Segundo o diretor de vendas da Cebrás, Pierluigi Sapio, a empresa vai oferecer dois produtos para substituir o carvão mineral rico em enxofre e os derivados de petróleo. O primeiro dos produtos, que começou a ser comecializado neste mês para as indústrias siderúrgicas nacionais especializadas em aço, é o carvão de coco babaçu não-ativado. Em 1990, a Cebrás vai fornecer 500 toneladas/mês do produto para cinco siderúrgicas nacionais. O segundo produto é o carvão ativado. Ele será destinado ao mercado externo para utilização como filtro de absorção de gases e substâncias poluidoras do ar, em sistemas de chaminés industriais (FSP).