SERVIDORES ACUSAM GOVERNO DO RIO DE JANEIRO

O governo do Estado do Rio de Janeiro vem assegurando o alto padrão
30934 salarial dos funcionários das fundações, empresas públicas e sociedades
30934 de economia mista à custa do sacrifício dos servidores da administração
30934 direta e autarquias, submetidos a um arrocho que tem se consolidado nos
30934 últimos três anos e se intensificado a partir de março último. A denúncia foi feita ontem pelo presidente da Federação das Associações de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, Marcos Vinício Gomes Pedro, com base em informações fornecidas por fontes do governo sobre evasões de receita. Segundo ele, a folha de pessoal da administração direta, incluíndo órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mantém níves de remuneração superiores aos fixados para secretarias e autarquias, corresponde a menos de 49% da receita-- abaixo, portanto, do limite constitucional de 65%. Entretanto, recursos do Tesouro são repassados regularmente para a Companhia do Metropolitano, Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA), Fundação Escola do Serviço Público, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Companhia de Navegação do Estado do Rio de Janeiro (CONERJ) e Fundação Leão XIII, entre outras entidades, que gastam mais do que podem com pessoal. Marcos Vinício Gomes Pedro explica que essas transferências têm amparo legal, mas adquirem peso muito elevado na despesa total do estado com o funcionalismo, embora a administração direta e autárquica conte com mais de 300 mil servidores-- contra aproximadamente 26 mil nas empresas e fundações-- tal a disparidade de remuneração entre os dois setores (O Dia).