A fabricação de uma bomba atômica brasileira jamais constou de projetos
30889 ou fez parte dos objetivos dos militares ligados ao programa nuclear
30889 autônomo do Brasil. A afirmação foi feita ontem pelo ex-ministro da Marinha, Maximiano da Fonseca, ao depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que investiga, no Congresso Nacional, o Programa Paralelo Brasileiro. O almirante justificou que o sigilo do programa foi imposto pelos militares e civis envolvidos para diminuir as pressões externas, principalmente dos EUA. "Se o programa fosse aberto, jamais teríamos atingido o teor de 20% no enriquecimento de urânio, ano passado, pelo método de ultracentrifugação", disse ele. Quanto ao submarino de propulsão nuclear, programa que está sendo desenvolvido pela Marinha no interior de São Paulo, Maximiano da Fonseca afirmou que somente depois do ano 2000 é que se poderá avaliar os avanços do projeto que está desacelerado. "O atraso deve-se à falta de recursos e ausência de tecnologia", disse ele, acrescentando que a Marinha, no momento, desenvolve um submarino convencional, movido a diesel, em conjunto com a Alemanha Federal (JC).