GASTO COM CARGO DE CONFIAÇA SOBE ATÉ 1.200%

A reforma administrativa do governo federal favoreceu os escalões mais altos dos ministérios. Houve funções de confiança que recebiam as menores gratificações, ao mesmo tempo em que ocorreu um aumento de até 1.200% nos gastos com as remunerações dos assessores mais próximos dos ministros. Os antigos secretários-gerais, por exemplo, que recebiam uma gratificação de Cr$86,3 mil (em valores atuais), foram substituídos pelos "secretários- executivos", cuja remuneração foi fixada em Cr$166,5 mil, em abril deste ano. O secretário-geral era o único funcionário de cada ministério que recebia a maior das seis gratificações do grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS). Hoje, os ministérios civis têm de dois a quatro cargos com essa remuneração. No Ministério da Educação, por exemplo, todos os secretários nacionais (de Educação Superior, de Educação Básica e de Educação Tecnológica)-- que antes ganhavam o DAS 4 (Cr$63,6 mil) e só não tinham o "status" de "nacional"-- recebem o DAS 6 (Cr$86,3 mil). No governo como um todo aumentou o número das maiores gratificações. Havia apenas 17 cargos que recebiam o DAS 6 no governo anterior e agora há 36. O número de pessoas que ganhavam o DAS 5 (Cr$74,1 mil) pulou de 59 para 166. Os gargos com remuneração de DAS 4 (Cr$63,8 mil) passaram de 339 para 414 e os com direito ao DAS 3 (o valor não foi citado) pularam de 326 para 429. Os cortes foram na base. Só houve redução no número das funções com direito a DAS 2 (Cr$45,8 mil)-- de 1.106 para 1.032-- e das com direito ao DAS 1, o mais baixo,-- de 1.616 para 716 (FSP).