O ministro da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Sócrates Monteiro, anuncia hoje corte de Cr$3,2 bilhões em investimentos, programas de manutenção e obras em seu ministério, dentro da reforma administrativa do governo. Os cortes poderão afetar metas consideradas prioritárias, como a instalação do Cindacta (Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo) na Amazônia, para controle do tráfego aéreo na fronteira com Colômbia, Venezuela e Bolívia, hoje desguarnecida. A redução de despesas prevê também que o Brasil diminua em 50%-- de 15 para 8-- a compra de caças supersônicos "AMX", construídos em cooperação com os italianos. A Aeronáutica cancelou ainda todo o seu plano de obras para 1990, para economizar Cr$1,05 bilhão. Os maiores cortes serão na área operacional, reduzindo combustível para exercícios de adestramento de pilotos. O Ministério da Aeronáutica cancelou também concursos de admissão para as escolas de formação, suspendeu ou reduziu alguns cursos e dispensou militares dos quadros temporário e feminino (JB).