O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, disse não ter sido o responsável pelo fracasso da reunião entre governo, empresários e sindicalistas, anteontem, que foi encerrada pela insistência da CUT e recusa do governo em suspender as demissões de funcionários públicos. "Nós quase chegamos a um acordo, mas o ministro da Justiça, Bernardo Cabral, consultou o presidente Collor e chutou o pau da barraca", disse. Ele sustentou que foi Cabral, por orientação de Collor, quem deixou claro que as demissões já feitas seriam inegociáveis. Meneghelli anunciou que a CUT vai recorrer à Justiça para questionar a constitucionalidade das demissões (FSP).