A defensora pública Eni Cleide de Mendonça Sartori pediu ontem a intervenção da Procuradoria-Geral de Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul no presídio de segurança máxima de Campo Grande, onde 18 meninos de rua e adolescentes estão presos em pavilhões de adultos e sofrem maus tratos, como espancamento e tortura. Ao visitar o presídio, a defensora constatou o que chamou de "síndrome de enjaulamento": os jovens, entre 15 e 17 anos, são mantidos em celas úmidas, a alimentação é péssima e racionada "e falta humanidade quanto ao tratamento dos agentes de segurança, que os agride sem piedade" (JB).