O governo federal manipulou dados para tentar diminuir o desgaste com o
30736 não cumprimento da promessa de preparar até hoje a lista de 360 mil
30736 servidores a serem demitidos ou colocados em disponibilidade. A maquiagem
30736 visou a ampliação artificial do número de dispensas. O governo contou
30736 como se fossem demissões de funcionários públicos a não renovação de
30736 contratos de estagiários, dispensa de prestadores de serviço, extinção de
30736 cargos que já estavam vagos e corte de gratificações. O ministro da Saúde, Alceni Guerra, admite que "em vez de demitir 30% dos funcionários, vai diminuir no mesmo percentual as despesas com pessoal. Usará artifícios como o corte de funções gratificadas, despesas com aluguel, telefone, luz e água. Ele diz que a economia mensal com esses cortes chegará a Cr$380 milhões". A LBA (Legião Brasileira de Assistência) "não vai demitir nem colocar funcionários em disponibilidade. Optou por rescindir contratos de 3.767 estagiários, 1.137 autônomos e 675 prestadores de serviços. A LBA deveria cortar 2,9 mil dos seus 9,7 mil funcionários. Com a maquiagem proposta pela presidente do órgão, Rosane Collor, a LBA vai conseguir uma redução de Cr$50 milhões mensais na folha de pagamento, sem mexer no quadro de pessoal permanente". O Ministério do Exército "não pretende demitir nenhum dos seus 130 mil funcionários. Como tem um efetivo autorizado de 198 mil militares, vai propor a extinção das vagas não preenchidas em troca das dispensas. Das 32 mil vagas autorizadas para servidores civis, o Exército tem preenchidas apenas 15 mil. Vai propor a extinção das demais". O presidente do Banco do Brasil, Alberto Policaro, afirma que "a reforma vai concentrar no afastamento de 12 mil estagiários. O banco vai preservar quase todos os seus 132 mil funcionários". O corte de pessoal no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) " será feito através da colocação em disponibilidade de funcionários considerados excedentes". Segundo o presidente do Instituto, Eduardo Guimarães, "a maioria dos 1,2 mil servidores que podem ser demitidos é indispensável ao órgão". Ele disse ainda que "o IBGE acabará com mil cargos de comissão e desativará unidades que funcionam em oito prédios alugados, removendo pessoal" (FSP) (O Globo).